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ITABUNA, UMA CIDADE VIOLENTA: O QUE FAZER?

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Por Roberto José da Silva*roberto jose artigos Ipolitica

A história da formação dos arranjos espaciais da humanidade e de suas territorialidades é recheada de relatos dos mais diversos tipos de violência do homem contra o homem, normalmente em guerras travadas, desde o período em que o homem passou a habitar em cavernas e as batalhas por espaços evoluíram também juntamente com a humanidade. Na história contemporânea vivenciaram-se diversas guerras cujos objetivos foram à expansão das fronteiras territoriais. A atualidade traz consigo conflitos, das mais diversas origens, principalmente nas grandes regiões metropolitanas, que vem ceifando mais vidas que nas guerras declaradas.

A violência criminal e o medo combinam-se levando a processos de mudanças dos espaços das cidades ditando bairros e/ou áreas serão valorizados, pelo quesito segurança, ainda que seja uma falsa sensação, porque a violência é dinâmica, assumindo características diferenciadas em cada espaço. Nos centros ou bairros de classes média a média alta toma vulto a criminalidade contra o patrimônio enquanto nas áreas periféricas se destaca o crime violento contra a pessoa , assim como em áreas rurais têm-se outro tipo de criminalidade, normalmente contra a pessoa, cuja motivação percentualmente é bem diferente que no espaço urbano. Dessa forma, em razão do medo generalizado de ser vitimizado pela criminalidade violenta, surgem espaços valorizados e desvalorizados com os seus enclaves fortificados dos mais variados tipos.

Nesse contexto, recentemente foi publicado o ATLAS DA VIOLENCIA 2017, organizado pelo IPEA e FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), que no primeiro momento traz uma análise a respeito da evolução dos homicídios nas regiões e Unidades Federativas entre 2005 e 2015 e na segunda seção, a evolução da taxa de homicídio por município, quando apresentamos a lista das taxas de homicídio em 2015 das localidades com mais de 100 mil habitantes, assim nesse ultimo prisma verificamos que Itabuna, não figura entre as 30 cidades mais violentas do Brasil, note-se que são dados relativos a 2015, que de fato foi um ano menos violento nesse quesito de crimes letais intencionais contra a vida (CLIV), contudo voltou a crescer os índices em 2016 e 2017 verifica-se também um viés de crescimento.

Há de fato o que comemorar, pois as políticas de prevenção primárias foram implementadas durante o governo Vane, principalmente políticas relacionadas a inclusão sociocultural com a FICC e Secretárias afins, tais como a CASA DAS ARTES e VIVARTE, além de melhorias na iluminação publica e mobilidade urbana, assim, é preciso mais: manutenção e ampliação desses programas, além da geração de emprego e renda.

Para além dessas ações é preciso estabelecer uma Agenda Municipal de Segurança Cidadã, a qual deve propor a implementar de uma estruturação da atuação municipal na prevenção da violência, considerada a vocação principal do município no que tange à segurança pública. Tal estruturação é feita a partir da sistematização de eixos prioritários: Estabelecimento de estruturas de gestão, financiamento, monitoramento e avaliação da Agenda Municipal de Segurança Cidadã; Produção e coleta de dados e informações para diagnóstico, monitoramento e avaliação; Fortalecimento dos fatores de proteção e redução dos fatores de risco de grupos populacionais, áreas geográficas e comportamentos mais suscetíveis à violência; Orientação das ações da Guarda Municipal para a mediação de conflitos e resolução de problemas.

Por fim, as Políticas de Prevenção primária a violência, de competência da Gestão Municipal, devem ser articuladas e complementadas com ações mais eficientes de Segurança Pública, não devendo esquecer do problema relacionado ao Presidio Regional de Itabuna, assunto a ser tratado num próximo artigo.

*Geógrafo, Mestre em Geografia com ênfase em criminologia de ambientes e Policial Civil